MyLife#5 – Guirlandas, caligrafia e muitas lembranças…

Não era de se esperar muito o que se poderia fazer antes ou depois da minha vida, mas foi ao reencontrar minha amada professora da 6ª Série [eu sou velho gente, no meu tempo ainda era assim, hoje, porém é 6º ano] que eu descobri que não era o único que achava que faria seria professor um dia. Enfim foi uma tarde de conversas sobre uma época que sem nenhum exagero, passou… O fato é que mais velho do que eu, só essa foto da novelinha que eu assistia na época [terceira vez que uso essa palavra…].

“Embarque nesse Carrocel;

Onde no mundo do faz de conta;

“A terra é quase o céu”.

Na verdade essa história começa na semana passada, quando reencontrei uma amiga da mesma época em plena parada de ônibus. Conversa vai, conversa vem ela me fez uma pergunta, bem simples porém muito significativa para mim: “Você viu a professora Eurides?”.

Como era de se esperar eu respondi que “Não, não a vejo faz mais anos do que você.”. Enfim a professora Eurides era minha mestra aos 12 anos [o épocazinha ruim!]. Esse foi o motivo que me levou a fazer esse post, meio que “lavar a alma” com relação a tudo isso.

Hoje a tarde, desci do meu amado ónibus lotado de costume [quer saber mais sobre mim e os ónibus, clica aqui]. Quando fui surpreendido por uma pessoa conhecida andando ao meu lado: Era a professora Eurides! [Bem mais velha e verdade, lembro que ela era muito bonita, mas o tempo é o maior inimigo da mulher… Mas não vem ao caso].

Ela estava na universidade a procura de um livro esgotado, falando sobre escrita espontânea, no inicio achei muito difícil achar, mas mesmo assim resolvi ajudar… Durante a tal busca do livro conversamos bastante sobre a tal época em questão [você ainda deve estar se perguntando o porque do título do post, não é? Calma que a guirlanda vai chegar].

E foi tomando uma bela FANTA [I hate coca-cola!], que ela me lembrou sobre dois acontecimento de minha vidinha que eu simplesmente havia esquecido: A lenda da guirlanda de funeral e a do caderno de caligrafia.

~ A lenda da guirlanda de funeral ~

Era fim de ano, e minha amada professora em questão resolveu, no mandar [nessa época professor mandava a gente fazer alguma coisa, hoje em dia…] fazermos adereços de natal para a festa de fim de ano. Até ai nada estranho, se não fosse pela ideia genial que minha irmã teria ao chegar em casa e contar tudo para minha mãe [eu contava meu dia para minha mãe, as vezes ela perguntava, na verdade até hoje ela pergunta! 🙂 ].

“Mãe a professora mandou fazemos enfeites de natal para a festa de fim de ano e vale nota!”. Minha era do tipo de dona de casa que cuida exclusivamente da CASA e não estava muito afim de me ajudar, mandando ao ORÁCULO que era a minha irmã mais velha: “Vá falar com a Elane para ela lhe ajudar!” Obecedi prontamente como bom filho…

O problema era que na época, minha irmã era mais uma das revolucionárias, enfim ela ouvia Legião Urbana e fala que gostava de meninos e meninaaaaas [Calma! É só uma referência a música do Legião!].

“Elane me ajuda com um adereço de Natal?” ele me respondeu: “Não!”, então retruquei com o argumento infalível de irmãos “Mas a mãe mandou!”, não tem jeito, a mãe mandou, tem que fazer. Então ela fez, porém ela tinha uma veia revolucionaria do tipo, “Não vou cooperar com mais um produto do capitalismo norte-americano” [notem que ainda não existia o termo “estadunidense”]. Nesse idade eu já tinha plena certeza que o “rechonchudo” papai-noel não existia de verdade, mas ainda assim adora o comercial da coca-cola com a músiquinha “O Natal vem vindo… Vem vindo o Natal”.

Terminada a tal guirlanda, minha mãe veio ver o “resultado” da tal empreitada, seu espanto eu não compreendi, até a manhã do dia seguinte. “Meu Deus, mas que guirlanda feia!”. O mais engraçado era a tal guirlanda : Ela era prateada com verde, com detalhes em dourado e com folhas secas e algumas flores desenhadas com playcolors amarela.

“Mãe! O que é uma guirlanda?” minha mãe não soube responder…

::Momento Wikipédia::

Uma guirlanda ou grinalda é um ornamento feito de flores, frutas e/ou ramagens entrelaçadas. As guirlandas são usadas especialmente no período do Natal.

No dia seguinte cheguei a escola feliz e satisfeito com a minha guirlanda, quando os meus colegas viram a tal guirlanda, muito tiveram ataques de riso, pois a meu trabalho era simplesmente “feio”. Mas a facada final veio com a minha professora, na hora da aprentação dos trabalhos.

Cada um vinha até a frente e apresentava a sua arte e fala um pouco sobre ela… Até que chegou a minha vez:

“- E então Macilio, o que é seu adereço de Natal?

-É uma guirlanda… Mas ela tá estranha…

-Meu amor, o que vale é o esforço.

– É né professora! Taqui a minha guirlanda.”

O fato da professora me incentivar a mostar meu trabalho escolar não esconde o fato de que foi a coisa mais vergnhosa da minha vida, o que aconteceu depois, alguns do meninos que já não iam com a minha cara, riram de mim [já era de se esperar], porém da única pessoa que eu esperava abrigo, não veio, minha amada professora, apenas riu junto e para sacramentar o meu fim disse rindo para todos:

“Parace uma coroa de difunto! rsrs.”

Isso foi a gota d’agua para mim! Além de algo teoricamente traumatizante.

Anos depois…

[continua…]

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