MyLife#3 – Entevistas…entrevistas e mais entrevistas…

Isso foi uma coisa até bastante engaçada nesses dias, porque eu estava me preparando para uma apresentação para mais uma monitoria [eu ainda não desisti disso!], porem na última hora descobri que ela não ia acontecer, então acabei por [hum…] não fazer simplesmente nada.

Resultado? Fiquei em 4º lugar na entrevista e estou  muito triste [afinal já é a 2ª entevista em menos de duas semanas que eu não passo], enfim para me agradar e a você leitor também resolvi que vou expor aqui meio que “informalmente” o meu trabalho assim como já fiz outras vezes. [pena que não conte para a formação de um curriculo acadêmico 😦 ].

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Uma reflexão sobre a postura de um aluno de capacitação para o ensino de filosofia.

Macilio Oliveira

O ensino de Filosofia é algo bastante recente, somente após a atual LDB [Lei de Diretrizes e Bases da Educação – Lei 9394/96] o ensino de Filosofia e Sociologia foi [entenda bem] RECOMENDADO! Somente recentemente em 2008 que texto foi alterado tornando as duas disciplinas OBRIGATÓRIAS para o Ensino Médio.

Seria necessário mal de obra especializada para tal, já que a mesma LDB torna obrigado o ensino das disciplinas somente por graduados licenciados [especialistas na área em questão].

Sou de Fortaleza [capital do estado do Ceará] e pesquizei bastante sobre a situação da educação na nossa cidade. A última pesquisa sobre o assunto é do ano 2000, em uma dissertação de mestrado em Pedagogia [FACED – UFC] [no trabalho eu citei o título e o nome do autor, mas aqui não farei a mesma coisa, afinal isso aqui NÃO é um texto academico].

Paulo Freire diz em sua obra “Pedagogia da Autonomia” que a postura do professor influência não só a acão docente, mas também a reação discente ao preofessor e à disciplina. Se ele ama a profissão, os alunos também amarão a sua aula.

Na pesquisa a grande maioria dos professores reclamava da mesma situação:

– A carga horária é insuficiente [uma aula por semana];

– A falta de livros paradidáticos de filosófia [autores classícos e suas obras, nem Os Pensadores tem!];

– A falta de livros didáticos especificos [é tem uma apostila aqui, mas trata do tema muito superficialmente, suficiente para meros… 45 minutos que uma aula tem].

A Filosofia  deveria contribuir para que o aluno possa refletir sobre o conhecimento uma perspectiva interdisciplinar, articulando as diferentes disciplianas que compoêm o curriculo com a relaidade social.

Para os alunos as questões que causam a defasagem da filosofia são:

– A disciplina não é TÃO importante, pois não está nas matérias do vestibular;

– O professor não participa da aula;

– O professor não propõe temas polêmicos debates, apenas segue o que se diz na apostila.

Apesar de inicio isso ser um tanto contraditorio com a realidade, ainda acho valido esse esforço para angariar predileções de alunos pela Filosofia.

a) O significado da Educação para a Filosofia.

A educação para a Filosofia pode ser entendida em dois sentidos: o Lato e o Técnico.

– EDUCAÇÃO NO SENTIDO LATO: Seria qualquer ato ou experiência que tenha caratér formativo sobre a mente do aluno.

– EDUCAÇÃO NO SENTIDO TÉCNICO: é o processo pelo qual a sociedade através da escola, transmite sua herança cultural [conhecimentos, valorês e dotes acumulados].

Sendo assim podemos afirmar filosoficamente que a Educação como um PRODUTO e um PROCESSO. No primeiro é tudo como recebemos através da instrução ou aprendizagem [idéias, técnicas] já na segunda é o ato de educar alguém ou de nos educarmos.

Rousseau faz uma coisa bastante parecida em sua obra Emilio ou Da Educação quando propõe na infância um desenvolvimento livre e espontâneo para a formação do homem [a educação lato] e na adolecência uma formação da cidadânia [a educação no sentido técnico].

b) Relações entre Filosofia e educação.

A educação necessita de presupostos, de conceitos que a fundamenta,[não enquanto tal, pois ela não é fim em si mesma] e orienta os seus caminhos.

Enquanto a educação trabalha com o desenvolvimento dos jovens e das novas gerações a filosofia é a reflexão sobre O QUE e COMO DEVE SER estes jovens e esta sociedade.

Filosofia e Educação são dois fenomênos que estão presentes em todas as sociedades. A Filosofia como interprestação teórica das aspirações desejos anceios de um grupo humano e a Educação como intrumento de veiculação dessa interpretação.

Importante salientar que diferentes correntes filosóficas geram diferentes tipos de conhecimentos e, por conseguinte diferentes metodologias de ensino.

c) Como apresentar a filosofia aos alunos?

– Metafísica: Tratando questões como um grande gerador de discussões inteligentes sobre problemas teóricos que não podem ser respondidos pela simples apresentação de fatos. Ela vai mais longe que a cinência em questões como: “Qual o sentido da vida humana?”

– Epistemologia: Questões a cerca dos conhecimentos ditos como “mundanos” e os “religiosos” além de questões a cerca de como o conhecimento [separando opinião de fato, crença de conhecimento empirico].

Immanuel Kant nos diz algo bem interessante nesse sentido: “Os conceitos sem percepções são vazios; os vazios; as percepções sem conceitos são cegos”.

– Lógica: Questões a cerca do pensar e do raciocinar logicamente, distinguindo a matéria que estudam e seus próprios sentimentos, carregados de senso comum e juizos de valor sobre ela.

– Ética: Questões a cerca dos valores morais e espirituais que façam o mundo um lugar melhor para se viver [Como damos valor moral as coisas? E o Casamento? A Bondade? A Justiça?].

d) Conlusão.

Fica pra próxima vez!

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