

O mal, na ordem filosofica, é a negação da razão. Na ordem social (moral) é a negação do dever. Na ordem física, é a resistência às leis invioláveis da natueza. O sofrimento não é um mal, é uma conseguência e quase sempre o remédio do mal. Tudo que é naturalmente inevitável não pode ser mal. O inverno, a noite e a morte não são males, são opostos de transição, do dia para a noite, do outono para a primavera, de uma vida para outra vida. Afirmar o contrário seria afirmar que Deus é mal.
Proudhon disse: “Deus é mal”; é como se tivesse dito: Deus é o diabo, pois o diabo, pois o diabo é tomado geralmente como gênio mal. O diabo é Deus ou em outros termos: O mal é Deus. Porém, com certeza, ao falar assim, o rei dos lógicos que citamos não queria, sob o nome de Deus, designar a personificação do bem. Pensei no Deus absurdo que os homens criaram e, explicando seu pensamento, diremos que tinha razão, pois o diabo é a caricatura de Deus, e o que chamamos o mal é o bem mal definido e mal compreendido.
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