Símbolos, Arquétipos e Inconsciente coletivo?

É uma proposta bastante interesante entender esses três conceitos tão “básicos” da Psicologia Analítica de Carl Jung.

Todo o fenômeno psicológico é um símbolo, no sentido que ele enuncia ou significa algo que escape ao nosso conhecimento. Jung via no símbolo a possibilidade de uma ação mediadora. No processo de interpretação, os símbolos representam tentativas naturais para a reconciliação e união dos elementos antagônicos da psique. Os símbolos baseiam-se em determinados arquétipos que se apresentam no inconsciente, através dos sonhos e fantasias.

O inconsciente coletivo – Se Freud “descobriu” o inconsciente, Jung disse que não só existe um inconsciente individual como existe também um inconsciente coletivo, que contém uma “imensa herança psíquica da evolução humana”. Muitos dos símbolos desse inconsciente coletivo são de natureza universal.

Eles podem ser encontrados nos mitos e mostram um “entendimento” comum a toda a humanidade. Por isso Jung chamou esses símbolos de Imagens Primordiais ou Arquétipos.

Os arquétipos, na definição junguiana, são um protótipo tão profundamente inscrito no inconsciente coletivo que chegam a construir uma estrutura, um modelo pré-formado, de uma imagem guia ancestral.

O termo “arquétipo” foi usado por filósofos neoplatônicos para designar as idéias como modelos de todas as coisas existentes, segundo a concepção de Platão. Nas filosofias teístas [corrente filosofica que trata dos atributos de Deus], o termo indica as idéias presentes na mente de Deus. Pela influência entre neoplatônicos e cristianismo, o termo “arquétipo” chegou à filosofia cristã sendo desenvolvida por Agostinho de Hipona [filósofo do ínicio do séc 4, que fundou idéias como "tempo pessoal" e o "livre-arbitrio"].

Arquétipo na psicologia analítica, significa a forma imaterial à qual os fenômenos psíquicos tendem a se moldar C. G. Jung usou o termo para se referir aos modelos inatos que servem de matriz para o desenvolvimento da psíque.

Os arquétipos são as tendências estruturais invisíveis dos símbolos. Eles criam imagens ou visões que correspondem a alguns aspectos da situação consciente. Jung deduz que as “imagens primordiais”, ou arquétipos, originam-se de uma constante repetição de uma mesma experiência, durante muitas gerações. Um exemplo disso são os mitos de cada cultura, que nada mais são que expressões particulares de arquétipos comuns a toda a humanidade.

Como exemplos podemos dar: Os arquétipos da Morte, do Herói, do Si-mesmo, da Grande Mãe e do Velho Sábio são exemplos de algumas das numerosas imagens primordiais existentes no inconsciente coletivo.

1 Comentário »

  1. Milena Disse:

    @.@


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