René Descartes (1596 – 1650) , por vezes chamado de “o fundador da filosofia moderna” e o “pai da matemática moderna”, é considerado um dos pensadores mais importantes e influentes da História do Pensamento Ocidental. Inspirou contemporâneos e várias gerações de filósofos posteriores; boa parte da filosofia escrita a partir de então foi uma reação às suas obras ou a autores supostamente influenciados por ele.
Sua mais celebre frase foi: “Cogito, ergo sum” (Penso, logo existo).
Ele morreu de pneumonia no dia 11 de Fevereiro, 1650 em Estocolmo, Suécia, onde estava trabalhando como professor a convite da Rainha. Acostumado a trabalhar na cama até meio-dia, por ter sofrido com as demandas da Rainha Christina, começavam seus estudos às 5 da manhã. Como um católico num país protestante, ele foi enterrado num cemitério de crianças não batizadas, em Adolf Fredrikskyrkan em Estocolmo. Depois, seus restos foram levados para a França e enterrados na Igreja de São Genevieve-du-Mont em Paris. Um memorial construído no século XVIII permanece na igreja sueca.
Durante a Revolução Francesa seus restos foram desenterrados a fim de serem deslocados para o Panthéon ao lado de outras grandes figuras da França. A vila no vale do Loire onde ele nasceu foi renomeada La Haye-Descartes.
Porém o crânio que repousa com seus restos mortais com quase toda a certeza não é de Descartes. Parece que um capitão da guarda sueca, que estava presente na exumação do original, removeu o crânio e o substituiu por outro. O crânio foi revendido várias vezes até que finalmente encontrou paz e abrigo no Museu do Homem no Palácio de Chaillot.
