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Uma negação da Totalidade na figura de Deus?

Esse texto abaixo fez parte da minha apresentação da disciplina de Antropológia Filosofica no périodo de 2008.1:

Foi Ludwig Andreas Feuerbach (1804-1872), um filósofo alemão de formação teologica, ele foi um dos grandes discípulos de Hegel, mas se diferênciou dele em vários aspectos de seu pensamento filosófico. Foi em obras como: A Essência do Cristianismo e A Essência da Religião, que ele demonstrou o seu grande obhetivo de sua filosofia: Resgatar o homem de uma religião que nega o homem.

No pensamento feuerbachiano vemos a grande figura representativa da Totalidade (aqui entendida como uma catêgoria antropológica filosofica) na cultura ocidental: O Deus judaico-cristão.

Possuindo caractéristicas de um ser dependente do homem, porque na realidade para Feuerbach, Deus seria o próprio homem objetivado, elevado a universalidade, ele teria colocado tudo o que possuia de bom, na figura de uma entidade metafísica (não se pode senti-lo, mas isso pode ser questionado é lógico, proincipalmente pela teologia), supra-sensível que é justamente o Deus cristão.

Deus é a essência da religião cristã, mas também é a humanidade em sua superação, sua totalidade, ou seja, o objetivo maior do homem, que deve ser conquistado, ou até já teria sido. Ele assim como todos os adjetivos que ele possui ( justiça, amor, bondade, beleza, sabedoria, compaixão e etc.), não perteceriam e nunca perteceram a ele, mais sim ao homem.

Feuerbach acreditava que havia uma verdade escondida na religião, a de que na verdade ela seria uma antropológia, ele desejava que o homem tivese consciência disso e de que ele se alienou (na forma negativa, se afastou), para entrar em um processo de “reefeitavação”, ou seja, objetivação que é um fator necessário para que tudo o que o homem considera como bom e justo, realmente aconteça.

É muito importante salientar que mesmo assim, para Feuerbach, Deus é bom, belo e justo, mas teria nos sido afastado, colocado distante do homem que o teria criado como algo positivo. Foi a racionalidade, a tentativa de entender Deus que originou o empobrecimento do homem, a grande culpada disso é a Teologia, ou seja, a própria razão humana a serviço da fé.

Macilio Oliveira

(Graduando em Filosofia pela Universidade Federal do Ceará).

Sobre Mr. Cilio

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